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Pimentel & Mochi Advogados Associados

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20 de agosto de 2025

Campo Grande News Consulta Dr. Lucas Gomes Mochi sobre Alternativas Jurídicas para a Crise no Agronegócio

Seca no campo e pressão das instituições financeiras: produtores rurais buscam alternativas jurídicas para enfrentar a crise

A seca histórica e o consequente endividamento milionário no setor do agronegócio em Mato Grosso do Sul têm levado produtores rurais a buscar amparo na justiça para evitar a falência. Em um cenário onde os pedidos de recuperação judicial superam os 300% de aumento em 2025, a falta de políticas públicas eficazes empurra o produtor para a renegociação de passivos. Nesse contexto, o jornal Campo Grande News buscou a expertise do advogado Lucas Mochi sócio do escritório Pimentel & Mochi, especialista em recuperação judicial, para entender as nuances e os desafios enfrentados pelo setor.

“As instituições financeiras e cooperativas tentam fazer valer seu direito de receber o máximo possível, não sendo transigentes nas negociações prévias. O que acaba gerando a necessidade do produtor se valer do instrumento da recuperação judicial para equiparar as armas”

A Visão do Dr. Lucas Mochi: Recuperação Judicial como Ferramenta Essencial

Dr. Lucas Gomes Mochi, especialista em recuperação judicial, destaca que a ausência de políticas públicas robustas para o agronegócio força os produtores a recorrerem à recuperação judicial como um mecanismo para renegociar suas dívidas e criar um ambiente mais favorável. Segundo Mochi, “Em 2025, os pedidos de recuperação judicial em Mato Grosso do Sul superam os 300% de aumento. Nós temos uma conjuntura em que o produtor fica a reboque do poder público. A gente não vê políticas públicas que efetivamente levam o produtor a ter um amparo, apesar do nosso PIB [Produto Interno Bruto] depender do agronegócio.”

Ele ressalta que as instituições financeiras e cooperativas, muitas vezes, não demonstram flexibilidade nas negociações prévias, buscando maximizar seus recebíveis. Isso inviabiliza acordos extrajudiciais e empurra o produtor para a via judicial. “As instituições financeiras e cooperativas tentam fazer valer seu direito de receber o máximo possível, não sendo transigentes nas negociações prévias. O que acaba gerando a necessidade do produtor se valer do instrumento da recuperação judicial para equiparar as armas”, explica Mochi.

Reflexos Práticos e a Proposta de Equilíbrio

A exclusão de créditos estratégicos e a inflexibilidade nas negociações comprometem significativamente o fluxo de caixa e a capacidade de negociação dos produtores rurais. Dr. Lucas Gomes Mochi, através de sua atuação, defende uma interpretação protetiva da atividade produtiva, visando a preservação do negócio e a viabilidade da retomada econômica do devedor. A recuperação judicial, nesse sentido, não deve ser vista como uma punição, mas sim como um instrumento para viabilizar a continuidade das atividades e a superação da crise.

Conclusão: A Recuperação Judicial como Caminho para a Preservação

A consulta do Campo Grande News ao Dr. Lucas Gomes Mochi, sócio do escritório Pimentel & Mochi, evidencia a relevância da recuperação judicial como um mecanismo crucial para a defesa do devedor no agronegócio. Em um cenário de adversidades climáticas e econômicas, altas do juros e pressão das instituições financeiras a expertise jurídica se torna um pilar fundamental para que produtores rurais possam reestruturar suas dívidas e preservar suas atividades, contribuindo para a manutenção do PIB do agronegócio em Mato Grosso do Sul. A atuação do escritório Pimentel & Mochi Advogados Associados, especializado em estratégias de defesa do devedor e recuperação judicial, reforça o compromisso com a preservação de empresas e produtores rurais em momentos de crise.

Referências

Campo Grande News. Seca deixa dívida milionária no campo e agro recorre à Justiça para não falir. Disponível em: https://www.campograndenews.com.br/lado-rural/seca-deixa-divida-milionaria-no-campo-e-agro-recorre-a-justica-para-nao-falir

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